AS HISTÓRIAS DOS VIZINHOS DO BAIRRO

Acompanho todas as semanas esta família em casa. Treinamos a memória, a mobilidade, oriento a família e dou estratégias para cuidar. Elaborei um plano de intervenção tendo em conta as características da doença e do contexto familiar.


A vizinha, não conseguia distinguir o dia da noite, não conseguia identificar o dia da semana, relembrar nomes, data do seu nascimento, nem dizer a sua idade. Com a doença, a família sentia que de dia para dia, havia uma perda de mobilidade e agilidade física e cognitiva.

Ao longo das semanas, temos registado uma evolução.

A vizinha começou a fazer as suas atividades do dia a dia nas horas correctas como comer e dormir, identifica a sua idade, o dia da semana, memoriza pequenas ações/tarefas, memorizou o meu nome, consegue ter mais equilíbrio e coordenação motora. Não há forma de travar e tratar esta doença, mas conseguimos ajudar a manter e promover a autonomia.


As famílias ficam gratas porque todas estas pequenas conquistas são de uma enorme importância na vida familiar, para quem cuida diariamente e principalmente para quem vive com a doença.

A vizinha faz a sua comida todos os dias, vai a pé ao supermercado, trata da sua casa sozinha, visita as amigas.


Viúva há 5 anos, apesar das vistas regulares dos filhos e netos, vive sozinha e passa muito tempo na companhia da sua televisão.


Apresenta sintomas e toma medicação para depressão.


A família queria que ela tivesse um acompanhamento profissional para combater a sua solidão.


Inicialmente, a vizinha estava reticente e dizia que não queria qualquer tipo de ajuda até porque era autónoma e fazia tudo sozinha.


Após uma consulta, sugeri que houvesse um acompanhamento com a finalidade e o propósito de manter a sua autonomia física e ao mesmo tempo um estímulo para contornar os efeitos da solidão e da depressão diagnosticada pelo seu médico.


Iniciamos com o treino de mobilidade. Os exercícios são adequados à sua condição e durante as sessões trabalho a auto-estima e a componente emocional. A vizinha que no início não estava muito convencida, pediu que as visitas fossem mais regulares.

Cuidadora há 5 anos do marido que tem Doença de Alzheimer.

Uma vizinha dedicada e com um coração bondoso.

Dedica-se ao marido em exclusivo, gere a casa e pouco tempo tem para cuidar de si.

Com um grande desgaste físico e emocional, pediu-nos ajuda.

Recorreu ao Plano de Acompanhamento “O Vizinho” e 1 vez por semana, durante 2 horas, damos apoio e fazemos companhia ao seu marido que fica em casa, enquanto a vizinha, vai ao cabeleireiro, às compras, ao médico ou ao pilates.

Quando chega vem com outra alma e com mais energia para cuidar do marido e gerir o seu dia-a-dia.

Um vizinho que chegou até à Saúde no Bairro por referência.


Cheio de pinta, com boa energia e muita vitalidade. Um dia-a-dia ocupado e sempre de agenda cheia. Uma das suas atividades é dar aulas de História de Portugal, na Universidade Sénior.


Para preparar as suas aulas e torná-las mais interativas, precisava de ajuda com a parte digital.


É sempre uma animação o tempo que passamos. Quando chego tenho sempre um chá de tília quente à minha espera.


Este vizinho pediu à Saúde no Bairro um Plano de Acompanhamento “O Vizinho” que contempla visitas programadas em casa.


Por detrás deste acompanhamento, há um trabalho de estímulo da memória através de novas aprendizagens, promoção do envelhecimento ativo e saudável, trabalho da auto-estima e relações humanas.


Este plano de acompanhamento adapta-se consoante as necessidades do vizinho: que pode ser ativo, autónomo e sem nenhum problema de saúde ou para vizinhos que tem outro tipo de limitações ou situação de dependência. 

 

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